Entretejiendo rituales de hospitalidad en el Camino de Cora Coralina
protagonismo de anfitrionas en poblados goianos
DOI:
https://doi.org/10.7784/rbtur.v19.3227Palabras clave:
Turismo, Hospitalidad, Literatura, Ritual de Anfitrionas, AlojamientoResumen
En el turismo de base natural, el Camino de Cora Coralina (CCC) se destaca como un sendero de largo recorrido que rinde homenaje a la poetisa goiana Cora Coralina. Este estudio buscó comprender las relaciones de hospitalidad presentes en los rituales protagonizados por mujeres anfitrionas en alojamientos del recorrido. La investigación, de carácter etnográfico, se basó en observación participante y entrevistas semiestructuradas en seis establecimientos. A partir de los datos empíricos, desarrollamos un modelo teórico que organiza los rituales de hospitalidad en tres etapas: iniciación (umbral y recepción), acogida (alojar, alimentar, obsequiar, entretener y despedir) y estrechamiento de vínculos (renovación de los lazos sociales). Estos rituales se despliegan en escenas y actos menores que revelan dimensiones teóricas como la ambigüedad del extraño, la desigualdad de lugar y estatus, el cruce de fronteras simbólicas y la hospitalidad como forma de regulación social. Se observa la presencia de la dádiva, que trasciende la lógica comercial y resignifica las normas de hospitalidad y comensalidad. Cuando las anfitrionas asumen un rol central en los rituales, la hospitalidad se intensifica, favoreciendo lazos más sólidos con los huéspedes. Asimismo, se evidencia la coexistencia entre la ruralidad cotidiana de las anfitrionas y la novedad de la oferta de hospedaje, especialmente en la gestión de hogares y emprendimientos, mediante interacciones marcadas por intercambios simbólicos y afectivos.
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