Fatores associados à escolha de segmentos turísticos no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.7784/rbtur.v20.3347Palavras-chave:
Demanda turística, Comportamento do consumidor, Turismo regional, Econometria, Segmentação do mercadoResumo
A literatura empírica carece de evidências quantitativas sobre como a infraestrutura logística e as restrições orçamentárias segmentam a demanda turística doméstica. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo analisar os fatores demográficos, socioeconômicos, geográficos e estruturais que influenciam a escolha de destinos turísticos no Brasil. Utilizando dados da PNAD Turismo (2023-2024) e uma abordagem quantitativa a partir do modelo econométrico Probit Multinomial, estimou-se a probabilidade de escolha de segmentos turísticos de Natureza e Aventura, Sol e Praia, e Cultura e Gastronomia. Os resultados evidenciam perfis distintos e regionalizados: residentes do Sul apresentam probabilidade de 25,6 p.p. para o segmento de Cultura e Gastronomia; o Nordeste detém a maior propensão para Sol e Praia (51,7 p.p.); e o Centro-Oeste lidera a escolha por Natureza e Aventura (33,2 p.p.). Ademais, revela-se que o uso do modal aéreo e maiores níveis de renda e escolaridade elevam a probabilidade de escolha pelo turismo cultural, enquanto o segmento de Natureza e Aventura apresenta forte dependência do modal terrestre, sugerindo barreiras logísticas. Como implicação, o estudo indica que o fomento ao setor deve integrar a infraestrutura de transportes a políticas sociais de inclusão para perfis de menor renda e instrução.
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