O potencial turístico para a observação da avifauna em três áreas verdes na cidade de Campo Grande, MS

  • Emilia Alibio Oppliger Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional.
  • Fernanda Mussi Fontoura Instituto Arara Azul
  • Ademir Kleber Morbeck de Oliveira Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional.
  • Maria Cecília Barbosa de Toledo Universidade de Taubaté
  • Mauro Henrique Soares da Silva Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional.
  • Neiva Maria Robaldo Guedes Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional e Instituto Arara Azul.
Palavras-chave: Ecoturismo. Biodiversidade. Parques urbanos. Observação de aves. Campo Grande.

Resumo

O objetivo desse estudo foi avaliar o potencial turístico da avifauna encontrada em três áreas verdes da cidade de Campo Grande. As áreas do estudo são abertas ao público, caracterizadas como um parque, uma praça e uma lagoa. O levantamento qualitativo da avifauna totalizou 55hs de observação por meio do método de observação direta por pontos. As espécies foram registradas e se calculou a frequência de ocorrência (FO) de cada espécie por área analisada.  Foram registradas 107 espécies que somam 12% das encontradas no bioma Cerrado e a arara-canindé foi a espécie com frequência absoluta de ocorrência nas três áreas. Cada uma das áreas apresentou espécies exclusivas e o parque, o maior número de espécies registradas, destacando-se como um local apropriado para realizar o roteiro de observação de aves. Porém, o potencial turístico dessa avifauna deve ser fortalecido com outras ações como observar se há complementariedade entre oferta e demanda, planejar e construir elementos próprios para as atividades de observação, organizar e apresentar modalidades da prática de observação de aves de acordo com as limitações da oferta e com o grau de envolvimento e especialização dos ‘birdwatchers’. A população local deve ser mobilizada e motivada a conhecer as aves que fazem parte da paisagem; a iniciativa privada pode se utilizar de um produto turístico formatado e criar novos produtos ou necessidades, como artesanato ou guias impressos; e a participação do poder público é imprescindível na promoção do produto ‘roteiro urbano de observação de aves’, como na manutenção de reservas naturais urbanas.

Biografia do Autor

Emilia Alibio Oppliger, Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional.
Turismóloga formada pela Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC, mestra em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional pela Universidade Anhanguera-Uniderp.
Fernanda Mussi Fontoura, Instituto Arara Azul
Bióloga, formada pela Universidade Anhanguera Uniderp, mestra em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional pela Universidade Anhanguera - UNIDERP.
Ademir Kleber Morbeck de Oliveira, Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional.
Biólogo formado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, mestre em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos e doutor em Ciências, área de concentração em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos.
Maria Cecília Barbosa de Toledo, Universidade de Taubaté
Graduada em Biologia, Especialista em Biologia da Conservação pelo Instituto de Ecologya, Xalapa, MX. Mestre em Ciências Florestais pela Universidade de São Paulo. Doutora em Zoologia pela Universidade do Estado de São Paulo, Botucatu, SP.
Mauro Henrique Soares da Silva, Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional.
Bacharel e licenciado em Geografia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Doutor em Geografia pela Universidade Estadual Paulista.
Neiva Maria Robaldo Guedes, Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional e Instituto Arara Azul.
Bióloga da conservação, criadora e executora do Projeto Arara Azul; pesquisadora e professora do Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. Presidente do Instituto Arara Azul.
Publicado
10-05-2016
Seção
Artigos