A turistificação da zona portuária do Rio de Janeiro, Brasil: por um Turismo Situado no Morro da Conceição

  • Ana Carolina Baker Botelho Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social do Programa de Engenharia de Produção da COPPE da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LTDS/PEP/COPPE/UFRJ)
  • Marisa Egrejas Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social do Programa de Engenharia de Produção da COPPE da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LTDS/PEP/COPPE/UFRJ)
  • Roberto Bartholo Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social do Programa de Engenharia de Produção da COPPE da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LTDS/PEP/COPPE/UFRJ)
Palavras-chave: Pertencimento, Espaço geográfico, Alteridade, Patrimônio.

Resumo

Este artigo traz análises e reflexões sobre uma concepção de turismo diferenciado e essencialmente relacional que considera a complexidade, a diversidade e as contingências associadas às dinâmicas do sítio e do cotidiano das pessoas que vivem no Morro da Conceição, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Para isso, apoia-se nas proposições teóricas Sítio Simbólico de Pertencimento e Turismo Situado, de Hassan Zaoual e Espaço Geográfico, de Milton Santos. A abordagem empírica desenvolveu-se à luz das experiências do Projeto Palácios do Rio, considerando-se observações participativas, entrevistas e revisão de fontes secundárias. Evidenciaram-se elementos e dinâmicas presentes no Morro da Conceição, ressaltando-se a trajetória histórica, o patrimônio e o cotidiano dos moradores do sítio; também, as condições que habilitam o Morro da Conceição ao Turismo Situado. Nas considerações finais, apresenta-se que é importante colocar em foco o relacionamento humano e social no desenvolvimento do turismo. Também, que a predominante indústria do turismo apoiada em intercâmbios superficiais e no lucro discrepante deve dar lugar a um turismo fortalecedor de valores humanos e sociais como autenticidade, solidariedade, confiança, empatia, curiosidade e tempo para o encontro.

Biografia do Autor

Ana Carolina Baker Botelho, Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social do Programa de Engenharia de Produção da COPPE da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LTDS/PEP/COPPE/UFRJ)
M. Sc. em Manejo de Florestas e Biodiversidade Tropical pelo Centro Agronômico Tropical de Pesquisa e Ensino (CATIE, sigla em espanhol), Costa Rica e Graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV/MG). Pesquisadora e doutoranda pelo Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social (LTDS) do Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ
Marisa Egrejas, Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social do Programa de Engenharia de Produção da COPPE da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LTDS/PEP/COPPE/UFRJ)
M. Sc. em Educação pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), licenciada em Educação Artística com Habilitação em História da Arte (UERJ) e Graduação em Comunicação Visual (EBA/UFRJ). Pesquisadora e doutoranda pelo Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social (LTDS) do Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ, Professora Docente do Curso de Turismo do Colégio Estadual Antônio Prado Júnior (SEEDUC)
Roberto Bartholo, Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social do Programa de Engenharia de Produção da COPPE da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LTDS/PEP/COPPE/UFRJ)
Postdoc em Filosofia e Doutorado em Engenharia de Produção pela Friedrich-Alexander-Universitat-Erlangen-Nurnberg (UEN), Alemanha; Mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Graduações em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e em Ciências Econômicas pela UFRJ. Professor associado do Programa de Engenharia de Produção e Coordenador do Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social (LTDS) do Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ
Publicado
06-09-2014
Seção
Artigos