Impactos socioeconômicos do ecoturismo nos parques nacionais brasileiros

uma análise tipológica dos municípios em suas áreas de influência

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7784/rbtur.v20.3505

Palavras-chave:

Clusterização, Turismo de Natureza, Unidade de Conservação

Resumo

Os Parques Nacionais são Áreas Naturais Protegidas que atraem ecoturistas devido a seus atributos paisagísticos e culturais. No Brasil, sua criação também implica restrições ao uso da terra, influenciando as dinâmicas produtivas locais. Ao mesmo tempo, podem gerar fluxos turísticos capazes de compensar, em parte, limitações impostas a outras atividades econômicas. Este estudo analisou os impactos socioeconômicos do turismo em 197 municípios com sobreposição territorial a Parques Nacionais, com base em dados da RAIS, IBGE e ICMBio. Os empregos e estabelecimentos turísticos foram estimados a partir das Atividades Características do Turismo, ajustadas pelo coeficiente de demanda do IPEA. A análise adotou abordagem quantitativa, com aplicação de técnicas de estatística descritiva e análise de cluster híbrida (hierárquica e K-means), acompanhada de procedimentos de validação interna e externa para identificar padrões territoriais. Os resultados revelaram quatro tipologias municipais distintas. A maioria apresenta baixa inserção do turismo na economia local, enquanto um grupo intermediário demonstra maior diversificação produtiva com participação relevante do setor. Um conjunto menor apresenta especialização turística e dois polos consolidados concentram elevado número absoluto de empregos e infraestrutura estruturada. Conclui-se que os impactos socioeconômicos associados aos Parques Nacionais são heterogêneos e que sua presença não garante, isoladamente, dinamização econômica local.

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Biografia do Autor

Felipe de Moraes Batista, Universidade de São Paulo

Mestre em Desenvolvimento do Turismo pela USP. Desenvolve pesquisas em avaliação de políticas públicas, áreas naturais protegidas e impactos econômicos do turismo. Contribuições: Conceituação, Curadoria de dados, Análise formal, Investigação, Metodologia, Administração do projeto, Software, Redação do manuscrito original, Redação - revisão e edição.

Heros Augusto Santos Lobo, Universidade de São Paulo

Doutor em Geociências e Meio Ambiente pela Unesp. Professor Associado do Depto. De Geografia, Turismo e Humanidades (UFSCar). Atua como docente permanente do Programa de PósGraduação em Turismo (PPGTUR/EACH/USP) e no Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade na Gestão Ambiental (UFSCar). Desenvolve pesquisas em ecoturismo, espeleoturismo, planejamento e gestão de áreas naturais protegidas. Contribuições: Conceituação, Análise formal, Metodologia, Supervisão, Validação, Redação do manuscrito original, Redação - revisão e edição.

Paulo Henrique Assis Feitosa, Universidade de São Paulo

Doutor em Ciências Econômicas pela UNICAMP e Professor Associado da Universidade de São Paulo (USP). Atua como docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Turismo (PPGTUR/EACH/USP). Desenvolve pesquisas em turismo, inovação, tecnologia, desenvolvimento e sustentabilidade. Contribuições: Conceituação, Curadoria de dados, Análise formal, Investigação, Metodologia, Supervisão, Validação, Redação do manuscrito original, Redação - revisão e edição.

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Publicado

2026-09-18

Como Citar

Batista, F. de M., Lobo, H. A. S., & Feitosa, P. H. A. (2026). Impactos socioeconômicos do ecoturismo nos parques nacionais brasileiros: uma análise tipológica dos municípios em suas áreas de influência. Revista Brasileira De Pesquisa Em Turismo, 20, 3505. https://doi.org/10.7784/rbtur.v20.3505

Edição

Seção

Artigos - Gestão do Turismo