É importante ser um destino turístico inteligente? A compreensão dos gestores públicos dos destinos do Estado do Paraná

  • Ewerton Lemos Gomes Universidade Federal do Paraná
  • José Manoel Gândara Universidade Federal do Paraná
  • Josep Ivars-Baidal Universidade de Alicante
Palavras-chave: Turismo. Destinos turísticos inteligentes. Gestão de destinos. Tecnologia da informação e comunicação. Paraná-Brasil.

Resumo

O presente artigo teve por objetivo analisar como os municípios turísticos do estado do Paraná compreendem e consideram a importância do conceito de destinos turísticos inteligentes (DTI) para sua gestão. O estudo justifica-se pela relevância do tema para o desenvolvimento de políticas para a gestão de destinos turísticos, considerando a importância das novas tecnologias para o desenvolvimento do turismo, destaca-se também a originalidade do estudo devido a dois aspectos: a abordagem dada ao tema destinos turísticos inteligentes em detrimento a realidade do estado do Paraná e a metodologia utilizada na coleta de dados, proveniente de um país (Espanha) que é referência nos estudos de destinos turísticos inteligentes. Com o aporte do marco teórico foi possível a compreensão dos conceitos que permeiam os destinos turísticos inteligentes, tais como destinos turísticos, gestão de destinos, tecnologias da informação e comunicação (TIC). Essa compreensão embasou as análises realizadas no artigo. A metodologia adotada neste artigo baseia-se em métodos qualitativos e quantitativos, uma vez que os resultados quantitativos e qualitativos foram analisados e validados através do emparelhamento com os conceitos discutidos no marco teórico. Para que os dados fossem coletados, um questionário construído pelo Instituto Universitário Investigaciones Turísticas da Universidade de Alicante-Espanha foi adaptado para a realidade dos municípios paranaenses, visando obter um espectro de respostas condizentes com a realidade vivenciada, a população total do estudo compreendeu 224 municípios, desse total, foram obtidas 76 respostas. Como principais resultados, é válido destacar que os municípios compreendem o conceito e entendem sua importância para a gestão, no entanto, nenhum dos destinos apresenta estruturas governamentais (marcos regulatórios), infraestrutura básica ou informações suficientes para a evolução imediata para um destino turístico inteligente.

Biografia do Autor

Ewerton Lemos Gomes, Universidade Federal do Paraná
Mestrando em Turismo – PPGTUR/UFPR e Bolsista CNPq, Bacharel em Turismo DETUR/UFPR. http://lattes.cnpq.br/2134089497865064
José Manoel Gândara, Universidade Federal do Paraná
Doutor em Turismo e Desenvolvimento Sustentável pela ULPGC, Espanha; Mestre em Gestão de Turismo pela SSCTS, Itália e Bacharel em Turismo pela UFPR. Professor e pesquisador no Departamento de Turismo, no mestrado em Turismo e no doutorado em Geografia da UFPR. Coordenador do Observatório de Turismo do Paraná
Josep Ivars-Baidal, Universidade de Alicante
Doutor em Geografia e Mestre em Turismo pela UA, Espanha. Professor e pesquisador do Doutorado Interuniversitário em Planejamento e gestão do desenvolvimento turístico da Universidade de Alicante. Diretor-Secretário do Instituto Universitario de Investigaciones Turísticas e ex-diretor do INVAT-TUR, Espanha
Publicado
30-09-2017