Ecoturismo: As práticas na natureza e a natureza das práticas em Bonito, MS

Autores

  • Heros Augusto Santos Lobo Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Rio Claro, São Paulo, Brasil
  • Edvaldo Cesar Moretti Faculade de Ciências Humanas da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Mato Grosso do Sul, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.7784/rbtur.v2i1.94

Palavras-chave:

Ecoturismo. Conservação Ambiental. Gestão Sustentável.

Resumo

O município de Bonito é o precursor do desenvolvimento turístico da Serra da Bodoquena. A geologia, a geomorfologia e a hidrografia da região propiciam a formação de uma paisagem diferenciada, repleta de cavernas, cachoeiras, rios de águas límpidas e uma rica biodiversidade – atrativos para o ecoturismo. Partindo deste cenário, buscou-se responder o seguinte questionamento: como se dá a relação entre a produção e apropriação, do e pelo turismo, com a conservação da natureza em Bonito? O objetivo da pesquisa foi analisar a apropriação da natureza e a estrutura da atividade turística em Bonito, sob o ideário de ecoturismo – rotulado ao município – e com vistas à sustentabilidade ecológica. Para tanto, a pesquisa exploratória realizada incluiu levantamentos bibliográficos, documentais e de campo. Os resultados apresentam informações sobre o histórico, principais atrativos e fluxos de visitação do município. As discussões estão centradas nas contradições entre as práticas turísticas e o ideário de ecoturismo. As conclusões apresentam reflexões e questionamentos sobre o papel conservacionista do turismo, sobre a massificação e artificialização dos roteiros ecoturísticos e sobre as perspectivas futuras para o turismo em Bonito.

Biografia do Autor

Heros Augusto Santos Lobo, Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Rio Claro, São Paulo, Brasil

Bacharel em Turismo pela Universidade Anhembi Morumbi (1999). Especialista em Gestão e Manejo Ambiental em Sistemas Florestais pela Universidade Federal de Lavras (2004). Mestre em Geografia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2006). Doutorando em Geociências e Meio Ambiente pela Universidade Estadual Paulista - UNESP/Rio Claro. Membro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo - ANPTUR. Coordenador da Seção de Espeleoturismo e membro do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Espeleologia - SBE . Editor-Chefe do periódico Pesquisas em Turismo e Paisagens Cársticas. Tem experiência na área de Turismo e Meio Ambiente, atuando principalmente nos seguintes temas: planejamento ecoturístico, manejo espeleológico e capacidade de carga turística (currículo atualizado em 10/12/2008).
CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/9405961078398915

Edvaldo Cesar Moretti, Faculade de Ciências Humanas da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Mato Grosso do Sul, Brasil

Graduado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1985). Mestre em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1996). Doutor em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2000). Pós-doutorado realizado em 2006-2007 no curso de Geografia do Instituto de Geociências da UNICAMP. Atualmente é docente adjunto da Universidade Federal da Grande Dourados. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Humana, atuando principalmente nos seguintes temas: atividade turística, produção do espaço, análise ambiental; unidades de conservação, desenvolvimento regional e atividade turistica. Coordenador da Editora da Universidade Federal da Grande Dourados (currículo atualizado em 16/12/2008).
CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/5366579116704716

Downloads

Publicado

2008-02-01

Edição

Seção

Artigos