PELAS FRONTEIRAS DO MEDO: RESISTÊNCIA AO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DO TURISMO NA ILHA DO MEDO – MARANHÃO, BRASIL

  • Emilene Leite de Sousa Universidade Federal do Maranhão.
Palavras-chave: Turismo. Turistas e autóctones. Resistência. Medo. Ilha do Medo (Maranhão, Brasil).

Resumo

Este artigo visa analisar o processo de implantação do turismo comunitário na Ilha do Medo, no Maranhão, e a reação dos autóctones frente à chegada dos turistas. Trata também do diálogo que se estabelece entre os nativos e os planejadores de turismo na Ilha do Medo. A reação dos autóctones à tentativa de transformação da Ilha em um novo atrativo turístico em São Luís demonstra a preocupação constante dos ilhéus em manter o modus vivendi local. Para isso, os autóctones utilizam o medo como estratégia para manter os “invasores” distantes. Além de possibilitar uma reflexão sobre as relações que se estabelecem entre nativos e turistas, a análise do processo de implantação do turismo nos permite compreender as redes de relações sociais tecidas entre os planejadores de turismo, os nativos e o etnógrafo em campo, além de apreender os fluxos que se estabelecem pelas fronteiras do medo.

Biografia do Autor

Emilene Leite de Sousa, Universidade Federal do Maranhão.
Professora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGAS/UFSC).
Publicado
15-03-2012
Seção
Artigos