PELAS FRONTEIRAS DO MEDO: RESISTÊNCIA AO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DO TURISMO NA ILHA DO MEDO – MARANHÃO, BRASIL

Emilene Leite de Sousa

Resumo


Este artigo visa analisar o processo de implantação do turismo comunitário na Ilha do Medo, no Maranhão, e a reação dos autóctones frente à chegada dos turistas. Trata também do diálogo que se estabelece entre os nativos e os planejadores de turismo na Ilha do Medo. A reação dos autóctones à tentativa de transformação da Ilha em um novo atrativo turístico em São Luís demonstra a preocupação constante dos ilhéus em manter o modus vivendi local. Para isso, os autóctones utilizam o medo como estratégia para manter os “invasores” distantes. Além de possibilitar uma reflexão sobre as relações que se estabelecem entre nativos e turistas, a análise do processo de implantação do turismo nos permite compreender as redes de relações sociais tecidas entre os planejadores de turismo, os nativos e o etnógrafo em campo, além de apreender os fluxos que se estabelecem pelas fronteiras do medo.

Palavras-chave


Turismo. Turistas e autóctones. Resistência. Medo. Ilha do Medo (Maranhão, Brasil).

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DOI: https://doi.org/10.7784/rbtur.v5i3.463

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